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Author Topic: Eduardo a voz da razao  (Read 947 times)

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Offline Grace

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Eduardo a voz da razao
« on: May 10, 2009, 05:06:55 PM »
Caso Goldman: a semana e os pais brasileiros alienados

Essa será mais uma semana de debates decisivos sobre o caso Goldman.

Amanhã, o presidente Lula encontra o ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi. Em pauta, está a reunião que Vannuchi teve em Genebra com 18 peritos do Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU.

Um dos peritos, Ariranga Govindasamy Pillay, citou "a cultura da impunidade" que transparece dos relatórios que recebeu do governo e de organizações não governamentais do Brasil, incluindo a precariedade do sistema judiciário brasileiro.

Na quarta-feira, o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, participa de uma audiência pública na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Amorim deve debater a posição do Brasil sobre o futuro de Sean Richard Goldman.

A audiência deve começar a produzir resultados. Já que numa coletiva de imprensa recente em Washington, porta-vozes do Departamento de Estado americano não tinham qualquer novidade para oferecer aos repórteres que não esqueceram o caso Goldman.

A “bola” está rolando no “campo” brasileiro há anos. São pelo menos 50 casos de estrangeiros retidos no Brasil, mas que não ganharam as telas de TV. Apesar do esforço dos diplomatas nos bastidores por uma solução amigável, já há no Brasil quem pense que só com uma pressão maior dos EUA, esse caso vai ter um desfecho satisfatório para a comunidade internacional.

Enquanto isso, surgem vários casos de “David a brasileira.”

A alienação parental contra brasileiros prova o seguinte: o que está em jogo não é o embate legal entre as nações – pra isso existe uma lei comum, a Convenção de Haia. Mas sim a inércia de um judiciário, que acostumou o público interno a sua morosidade, mas quando aplicada a pais estrangeiros, envergonha o Brasil inteiro.

Uma questão ainda mais profunda deve ser considerada no Brasil: será que a mãe deve mesmo ter sempre o benefício da guarda?

Enquanto no Brasil a imprensa parece ter acordado, publicando algumas histórias que revelam que cidadãos brasileiros na rota de inconsistência da nossa Justiça, nos EUA cidadãos enviam cartas aos seus servidores públicos.

“Peço a vocês, como meu governo, para se colocarem no lugar do Sr. Goldman, e visualizarem a dor que sentiriam caso estivéssemos falando do seu próprio filho. Agora se pergunte: a sua administração está fazendo tudo para reunir pai e filho o mais rápido possível? O governo dos EUA tem que fazer desse caso uma prioridade,” escreveu um americano anônimo.

Entendo que entre combates no Paquistão e Afeganistão, crise econômica, gripe suína, e tantos outros assuntos, o caso Goldman é um grão de areia no mar do mundo político. Não para David e mais 49 pais.

Essa semana, um leitor “importou” uma cópia da revista “Época” para mim. Reli a reportagem e vi o amor que a família brasileira dedica ao menino Sean.

Mas tive ainda mais certeza: o preço caro desse amor tem sido pago em Nova Jersey.

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