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Author Topic: Marie Claire Um compartimento de Globo  (Read 5188 times)

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Offline liesl78

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Re: Marie Claire Um compartimento de Globo
« Reply #15 on: May 19, 2009, 06:14:10 PM »
Quote from: Sashia;22086
Onde está esse artigo? Posso fazer um comentário em que é divulgado?


Saiu na Revista Marie Claire. Nao ha parte para comentarios mas pode-se enviar cartas a revista.
 
Para ler o artigo na revista, precisa se cadastrar, mas nao precisa pagar nada.
 
http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,ESC1360-1730,00.html
 
Scroll down ate "reportagens".
Quando chegar ao artigo, abaixo do titulo ha um envelope e o link "sua opiniao"
 
Link direto para o artigo
http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,,EML1697829-1740,00.html
Liesl78
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Offline FC_Florida

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Re: Marie Claire Um compartimento de Globo
« Reply #16 on: May 19, 2009, 06:28:40 PM »
Quote from: Grace;22077
A diferenca de inteligencia emocional e de classe eh flagrante! A Ellie usa psicologia para falar com o menino, sem falar por um segundo mal da mae dele.
 
 

talvez alguém precise dar urgente uma cópia do livro "Inteligência Emocional"do Daniel Goleman para a D. Silvana ler.
« Last Edit: May 19, 2009, 06:31:04 PM by FC_Florida »
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Offline Mom25

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Re: Marie Claire Um compartimento de Globo
« Reply #17 on: May 19, 2009, 08:19:59 PM »
Quote from: Alezio;22075
E mesmo uma pena essa crianca estar passando por essa lavagem cerebral. O que mais me admira e o tamanho egoismo e o sentimento de possessao que a Silvana tem com relacao ao Sean, o tratando como propriedade como se o fosse dela!!! Tenta manipular de todas as formas achando que o melhor lugar dele ficar e do lado dela? GIVE ME A BREAK!!! E o pai biologico que pos esse menino no mundo, que o ama, que esta lutando por ele com tudo o que pode, honesto, digno, simplesmente devera desaparecer do mapa?
 
Espero muito que o David e sua familia possam estar festejando o retorno tao esperado de Sean muito em breve, pois a verdade e uma so e ela prevalecera!:yeahthat:
Silvana mostra em tudo a sua falta de carater ou carater FALHO, seu egoismo, sua CO-DEPENDENCIA.... ela quer o neto para ela... porque CO-EXISTE assim.... CO-DEPENDENCIA eh uma problema Vovo Silvana.... o seu neto, FILHO DO DAVID vai crescer e voar.... voar... e ai!? nao se segura um "filho" como canarinho de estimacao, acorrentado dessa maneira nao.... CEDO OU TARDE, ele vai voar, voar... nos ceus de NEW JERSEY!
Mom25 (She of Many Names)
A união faz a força

Offline liesl78

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Re: Marie Claire Um compartimento de Globo
« Reply #18 on: May 20, 2009, 09:16:35 AM »
O Brasil com Z publicou a carta. Quem quiser pode comenta-la:
 
Caso Goldman: As lembranças que vó Ellie tem de Sean

O abraço apertado no último encontro de Sean com Elleonor, mãe de David Goldman, dias antes do garoto ir para o Brasil em 2004. A separação pegou vó Ellie de surpresa. Foto: Arquivo de Elleonor Goldman.

Resolvi imitar uma revista brasileira, que publicou uma matéria com apenas um lado do caso Goldman porque “ninguém conhecia a família brasileira.”

Você já ouviu falar de Elleonor Goldman, a avó americana de Sean que está sendo privada do convívio com o neto há quase 5 anos? Pois é, este post é para apresentá-la. Na verdade, melhor do que eu apresentá-la seria que você a conhecesse através da palavras de carinho que “Ellie” enviou a Sean. A carta a seguir foi publicada em março na revista “Marie Claire” brasileira.

Apesar da separação forçada, Ellie só tem palavras amigas para a família brasileira.

“Amava a sua mãe, ela era a mulher do seu pai, minha nora... ... penso que sua mãe é a estrela mais brilhante que você encontra no céu,” disse ela.

“Querido Sean,

É a vovó Ellie que manda lembranças. Faz muito tempo que falei com você. Tenho enviado cartões para dizer o quanto sinto sua falta e também alguns cartões de Valentine's Day [Dia de São Valentim, celebrado em fevereiro nos Estados Unidos, para comemorar as relações de afeto]. Daqui a pouco, vou mandar cartões de aniversário para comemorar os seus 9 anos. Outro dia vi uma foto sua ao lado de seu pai, David. Você está tão alto, já na altura do ombro dele. Deve estar do meu tamanho! Seu pai me disse que o visitou duas vezes e que vocês conversaram e brincaram juntos. Ele gostou muito do tempo que passou com você. Disse que você joga basquete muito bem. Espero que ele tenha mandado um grande beijo meu.

Sean, sinto falta dos nossos abraços, dos beijos e de brincarmos juntos. Gostava de empurrar você no balanço da árvore em frente à "Casa Sean", como você chamava a sua casa aqui em Nova Jersey. Eu me lembro de quando estávamos no carro e passávamos pela sua rua, em frente à sua casa, e você sempre se empolgava ao ver a "Casa Sean". Depois dizia: "There it is, Casa Sean!" ["Olha lá, a Casa Sean!"]. Você gostava tanto de se balançar naquele balanço que, às vezes, ficava cansada de tanto o empurrar... Você não queria parar nunca!

Recebi outro dia uma ligação da sra. Bobbi, a diretora da sua escola. Ela queria saber como você está e falou que os seus professores esperam por notícias suas. Eles mandam todo o carinho deles para você. A sra. Bobbi se lembrou dos dias em que eu o levava para a escola... Quando ela abria a porta, você se escondia atrás de mim e depois corria, dando uma volta, para tentar assustá-la. Ela me disse que você sempre a assustava! Os professores falaram que você era um bom menino e tinha muitos amigos. Eles também disseram que você era muito bom nos projetos de arte.

Outra brincadeira da qual sinto falta de fazer com você é construir túneis e cavernas com aqueles blocos coloridos que se parecem com grandes Legos. A gente costumava fazer essas construções no chão da sala de sua casa, Sean. Fazíamos para você brincar com seus carros e animais de brinquedo. Às vezes, eu fazia uma torre bem alta, que você derrubava para, logo em seguida, cair na gargalhada porque as peças iam parar em tudo que era lugar.

Sinto falta de quando fazíamos churrascos em sua casa. Quando isso acontecia, a vovó chamava a sua casa de churrascaria. A gente se divertia muito, e eu fazia o seu prato de massa favorito e levava também milho cozido, de que você gostava bastante. Adorava quando ia me encontrar com você, seu pai e sua mãe para tomarmos café da manhã em algum lugar fora de casa. Amava a sua mãe, ela era a mulher do seu pai, minha nora. Fiquei muito triste com tudo o que aconteceu. Eu me lembro dela falando com você sobre sua nonna, a vovó Silvana. Ela dizia que quando sua nonna fosse para o céu, ela se tornaria uma estrela. Eu agora, então, penso que sua mãe é a estrela mais brilhante que você encontra no céu.

Os seus primos Coltrane e Adison também sentem sua falta. Eles não se esquecem das festas de aniversário e falam até hoje de uma em que você se vestiu de pirata. Falam também de uma outra em que você apareceu como um dos personagens do desenho "Os Incríveis." Eles ainda não se esquecem de como você gostava de brincar na piscina.

Estive no Brasil, no Rio, uma vez para tentar ver você, mas as coisas ficaram difíceis e complicadas. Então, não consegui. Espero do fundo do meu coração vê-lo em breve quando todas as complicações terminarem para, então, lhe dar muitos abraços. Você era tão pequeninho, mas agora está enorme. Está alto e forte e se parece bastante com o David quando menino.

Beijos e abraços, amo você, Vovó Ellie.”

Na verdade, eu não seria capaz seguir o “modelo” da revista.

Agora, leia aqui a carta com a vovó brasileira de Sean. Perceba quantas fotos no Brasil e nos EUA  ilustram a reportagem e tire suas próprias conclusões.
Liesl78
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Offline Hanna

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Re: Marie Claire Um compartimento de Globo
« Reply #19 on: May 24, 2009, 06:20:08 PM »
Silvana,
Voce sempre fala que Sean eh a continuacao da Bruna - da mae dele. Voce parece esquecer que ele TAMBEM eh a continuacao do pai dele!!!!
Voce dever ama-lo muito sim - mas parece esquecer que o pai dele o AMA TAMBEM. Voce so analisa esta situacao sob um angulo so. Voce nao considera em nenhum momento os sentimenos das outras pessoas envolvidas neste caso. O pai de Sean e a outra avo do Sean!!!



Quote from: sara;22001
Cartas ao Sean
Edição 217 - Abr/09
 

 
 
Uma o chama de filho e está com medo de perdê-lo. A outra não o vê há quase cinco anos e sente saudades. As avós de Sean Bianchi Goldman são a parte feminina do caso desse menino que se tornou alvo de uma disputa jurídica internacional complicada e com contornos trágicos. A convite de Marie Claire, Silvana Bianchi, a avó brasileira, e Elleanor Goldman, a americana, escreveram cartas comoventes ao neto, que completa 9 anos no próximo mês
 
Faz oito meses que a vida de Silvana Bianchi virou de ponta-cabeça. Desde agosto, quando sua filha, Bruna Bianchi, morreu em decorrência de complicações de um parto. De repente, Silvana se viu responsável por duas crianças: Sean, seu primeiro neto, o filho mais velho de Bruna, e a recém-nascida Chiara. Faz quase cinco anos que a vida de Elleanor Goldman também mudou. Ela, que costumava levar Sean à escola e empurrá-lo no balanço do quintal da casa em Nova Jersey, onde o menino morava, se ressente de ver apenas em fotografias como o neto cresceu. Silvana e Elleanor - ou Ellie, como ela prefere - são as avós de Sean Bianchi Goldman, o menino que vem sendo disputado pelas famílias brasileira e americana.

A história de Sean se tornou conhecida dos brasileiros há alguns meses, quando o pai do menino, o americano David Goldman, intensificou sua luta para ficar com o filho. Sean deixou os Estados Unidos em 2004 e, a partir de então, passou a viver no Rio de Janeiro com a mãe. Mas, desde a morte dela, ele mora com os avós maternos, Silvana e Raimundo Carneiro, em um apartamento no bairro do Jardim Botânico, zona sul carioca. Também moram com ele o tio, Luca Bianchi, o padrasto João Paulo Lins e Silva e a meia-irmã, Chiara - filha de Bruna com o advogado que agora detém a guarda do menino.
 
A avó brasileira disse que Sean assumiu João Paulo como pai, que foi uma "coisa eleita", do coração do neto. A avó paterna, a americana Ellie, sente saudades e torce pelo término "das complicações" para abraçar o neto novamente. A seguir, as cartas escritas pelas avós.
 
 

Momentos Sean com o pai, com a meia-irmã, Chiara, e o padrasto e a mãe
 
 

 
No Brasil Com a avó Silvana, preparando-se para mais um dia de aula na escola
 
 
 
Meu filho querido,
Tenho um orgulho imenso de ser a sua avó. Sei que está assustado e com medo de ser arrancado daqui. Você é o meu primeiro neto, eu o vi nascer. Temos uma ligação forte, você é minha continuação, é a continuação de sua mãe. Sei que, se for por sua vontade, não corro o risco de perdê-lo. Só que também tenho medo. Depois que sua mãe morreu, que era uma coisa tão impossível e distante, tudo pode acontecer com a gente. Do fundo do meu coração, quero o melhor para você. E, para mim, o melhor é você ficar comigo. Sei que está feliz, que sabe que é o meu filho agora.
São muitas as lembranças, Sean. Quando sua mãe engravidou de você, ela estava apaixonada. A notícia me pegou de surpresa, confesso, mas me deixou feliz. Eu ia ter um neto e chegou você, um bebê forte, comprido, comilão. Durante os quatro anos em que viveu nos Estados Unidos, nós nos víamos a cada dois meses. Largava tudo aqui no Rio para matar a saudade que sentia de você e da Bruna. E, cada vez que eu chegava lá, era uma surpresa. Lembro como se fosse hoje o dia em que você me chamou de nonna [avó, em italiano]. A gente também se falava todos os dias pelo telefone, mesmo quando você era só um bebê. Eu não queria que se esquecesse de mim, da minha voz.
Depois, vocês vieram para minha casa... Sean, não houve sequestro. Você veio para o Brasil com a autorização do David. A acusação que fazem é mentirosa. Quando Bruna decidiu ficar aqui, era um passo sério, mas a nonna não podia ir contra o desejo de sua mãe tentar ser feliz. O casamento dela não ia bem, Bruna vivia com um homem com quem ela não tinha mais afinidades, entende? Ela era jovem, queria refazer a vida aqui no Rio. Eu fiz o que qualquer mãe faria. Apoiei a decisão dela e acolhi vocês dois.
No início, você perguntava por David e seus familiares americanos. Eles também telefonavam, mandavam e-mails, caixas de presentinhos. Mas seu pai nunca veio procurá-lo por uma estratégia dos advogados dele e, aos poucos, criou-se uma lacuna enorme entre vocês dois. O laço foi se desfazendo. Sua mãe tinha adoração por você. Era uma relação de alegria, felicidade. E, evidentemente, ela não largaria você de forma alguma. Bruna conseguiu, em todas as instâncias da lei, a sua guarda. Você conhece bem essa história, Sean.
O tempo passou, e Bruna vivia um período feliz. Tinha encontrado o marido que queria, um sujeito afetuoso, um homem amoroso. João Paulo [o advogado João Paulo Lins e Silva] é uma pessoa com moral, que adorava sua mãe e assumiu você como se fosse filho dele desde o início. E você, Sean, o assumiu como seu pai. Foi uma coisa eleita, uma coisa do coração, da sua alma.
 
 
"Temos uma ligação forte, você
é a minha continuação"

 
Rio de Janeiro, 12 de março de 2009

 
 
A nonna estava feliz com vocês por perto, vendo você crescer, andando pela casa, fofo, falante, sorridente. Gostaria de me lembrar só disso, mas agora não dá. Estamos vivendo um pesadelo desde o dia em que sua mãe morreu. Você ainda a viu na maternidade, com Chiara nos braços... Mas ela passou mal, era uma ruptura de útero que não foi diagnosticada a tempo. Sofreu hemorragias enormes e não resistiu. Foi a nonna que contou essa tragédia para você e foi o pior momento de toda a minha vida. Além da dor, minha maior preocupação era que você não se sentisse abandonado, rejeitado. E você não está. Você tem a mim, ao seu avô, à sua irmã, Chiara, e ao seu pai, João Paulo.
Sei que é uma tragédia. Não bastasse isso, agora você virou um troféu. David apareceu depois da morte de sua mãe, depois de cinco anos sem ter contato físico com você. Ele apareceu para dizer que vai levá-lo embora, que tem o mesmo sangue que você. Nunca imaginei viver essa situação. Estou chocada, Sean, porque você é uma criança que tem alma e uma ligação com o Brasil. Rezo para que não exista gente desumana que vá analisar o caso dessa forma, como se você fosse um troféu.
Eu sinto muito falta da Bruna e fico triste quando você chora ao pensar nela. É horrível porque, dessa vez, não posso remediar a situação. Também foi uma perda enorme para mim. O que me dá forças é ver você e sua irmã, Chiara, juntos. Você a adora, eu sei! Quando está na escola, ela olha as suas fotografias que estão no porta-retrato da sala. Outro dia, chorei quando ouvi de você: "Nonna, se me separarem de vocês e da Chiara, acho que vou ficar maluco". Sean, eu sou uma avó italiana, sou a nonna. Nunca vou abandonar você e sua irmã. Termino minha carta aqui, filho, desejando que você possa ter paz e tranquilidade para se tornar um homem bom. Jamais esqueça que a nonna o adora. É simples e é essa toda a sinceridade que tenho por você.
Da sua nonna, Silvana
 
 

 
Nos EUA Foto do último encontro de Sean com Ellie, dias antes de vir para o Brasil
 
 
 
Querido Sean,
É a vovó Ellie que manda lembranças. Faz muito tempo que falei com você. Tenho enviado cartões para dizer o quanto sinto sua falta e também alguns cartões de Valentine's Day [Dia de São Valentim, celebrado em fevereiro nos Estados Unidos, para comemorar as relações de afeto]. Daqui a pouco, vou mandar cartões de aniversário para comemorar os seus 9 anos. Outro dia vi uma foto sua ao lado de seu pai, David. Você está tão alto, já na altura do ombro dele. Deve estar do meu tamanho! Seu pai me disse que o visitou duas vezes e que vocês conversaram e brincaram juntos. Ele gostou muito do tempo que passou com você. Disse que você joga basquete muito bem. Espero que ele tenha mandado um grande beijo meu.
Sean, sinto falta dos nossos abraços, dos beijos e de brincarmos juntos. Gostava de empurrar você no balanço da árvore em frente à "Casa Sean", como você chamava a sua casa aqui em Nova Jersey. Eu me lembro de quando estávamos no carro e passávamos pela sua rua, em frente à sua casa, e você sempre se empolgava ao ver a "Casa Sean". Depois dizia: "There it is, Casa Sean!" ["Olha lá, a Casa Sean!"]. Você gostava tanto de se balançar naquele balanço que, às vezes, ficava cansada de tanto o empurrar... Você não queria parar nunca!
Recebi outro dia uma ligação da sra. Bobbi, a diretora da sua escola. Ela queria saber como você está e falou que os seus professores esperam por notícias suas. Eles mandam todo o carinho deles para você. A sra. Bobbi se lembrou dos dias em que eu o levava para a escola... Quando ela abria a porta, você se escondia atrás de mim e depois corria, dando uma volta, para tentar assustá-la. Ela me disse que você sempre a assustava! Os professores falaram que você era um bom menino e tinha muitos amigos. Eles também disseram que você era muito bom nos projetos de arte.
Outra brincadeira da qual sinto falta de fazer com você é construir túneis e cavernas com aqueles blocos coloridos que se parecem com grandes Legos. A gente costumava fazer essas construções no chão da sala de sua casa, Sean. Fazíamos para você brincar com seus carros e animais de brinquedo. Às vezes, eu fazia uma torre bem alta, que você derrubava para, logo em seguida, cair na gargalhada porque as peças iam parar em tudo que era lugar.
 
"Sinto saudades de nossos
abraços e de brincarmos juntos"

 
Nova Jersey, 12 de março de 2009

 
 
Sinto falta de quando fazíamos churrascos em sua casa. Quando isso acontecia, a vovó chamava a sua casa de churrascaria. A gente se divertia muito, e eu fazia o seu prato de massa favorito e levava também milho cozido, de que você gostava bastante. Adorava quando ia me encontrar com você, seu pai e sua mãe para tomarmos café da manhã em algum lugar fora de casa. Amava a sua mãe, ela era a mulher do seu pai, minha nora. Fiquei muito triste com tudo o que aconteceu. Eu me lembro dela falando com você sobre sua nonna, a vovó Silvana. Ela dizia que quando sua nonna fosse para o céu, ela se tornaria uma estrela. Eu agora, então, penso que sua mãe é a estrela mais brilhante que você encontra no céu.
Os seus primos Coltrane e Adison também sentem sua falta. Eles não se esquecem das festas de aniversário e falam até hoje de uma em que você se vestiu de pirata. Falam também de uma outra em que você apareceu como um dos personagens do desenho Os incríveis. Eles ainda não se esquecem de como você gostava de brincar na piscina.
Estive no Brasil, no Rio, uma vez para tentar ver você, mas as coisas ficaram difíceis e complicadas. Então, não consegui. Espero do fundo do meu coração vê-lo em breve quando todas as complicações terminarem para, então, lhe dar muitos abraços. Você era tão pequeninho, mas agora está enorme. Está alto e forte e se parece bastante com o David quando menino.
Beijos e abraços, amo você,Vovó Ellie
 
 
 
Fotos: Arquivo Pessoal (David Goldman)/álbum de família

 
Foto: André Arruda (Revista Época)

Fotos: Arquivo Pessoal (Eleanodr Goldman)

Offline LDJVR

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Re: Marie Claire Um compartimento de Globo
« Reply #20 on: May 24, 2009, 06:25:43 PM »
WOW, He looks so much like Grandmother Ellie!! What a sweet picture.