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Author Topic: Zanger case proves: inertia in Brazil causes risks to minors  (Read 647 times)

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Offline liesl78

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Translation on the second post. Sorry for any mistakes.
 
 
 
Enviado por Eduardo de Oliveira - 27.6.2009| 20h50m
Caso Zanger prova: Inércia do Brasil gera riscos a menores
 
Em se tratando de batalha internacional de custódia, há uma grande diferença entre o comportamento do povo brasileiro e da Justiça do Brasil.
 
Enquanto o nosso povo – numa atitude irracional, mas indignada – quis linchar em Saracuruna (RJ) os familiares da menina Sophie Zanger, possivelmente morta por espancamento, o Judiciário brasileiro continua a se recusar a cumprir os tratados internacionais que o país endossa.
 
Não se pode dizer que a morte da menina Sophie, de 4 anos, foi consequência direta das decisões do nosso Judiciário. Mas a temosia do Brasil em querer julgar casos que não lhes pertence – mesmo com um Judiciário atolado em processos atrasados – é quase incompreensível.
 
Na maioria dos casos, os pais internacionais não pleiteiam a guarda, mas reclamam que o julgamento seja realizado em fórum adequado.
 
Em casos de família, não dá pra usar a nova gíria da moda: é simples assim. Em batalha internacional de custódia, então, nada é simples. Mas existe o certo e o errado.
 
Por exemplo, a brasileira Maristela dos Santos casou-se com o austríaco Sasha Zanger, com quem teve dois filhos, um menino de 12 anos, e Sophie. Na Áustria, o casamento ruiu. Os dois se divorciaram.
 
Maristela diz que foi morar num abrigo. No ano passado Maristela fugiu com os dois filhos para o Brasil sem a autorização do pai.
 
Sasha luta há mais de um ano anos para ter os dois filhos de volta. Ele chegou a dizer que tem “pavor da Justiça brasileira.” Note que, apesar do sequestro, ele tem pago pensão porque já era divorciado da mãe das crianças.
 
Com o agravamento da doença de Maristela, dizem familiares, a custódia temporária das crianças foi dada a sua irmã, Giovana dos Santos. Só que agora Giovana é uma das principais suspeitas de ter espancado Sophie, que morreu com vários hematomas e pancadas na cabeça.
 
A pergunta é: na ausência da mãe doente, por que a custódia das crianças não foi dada ao pai?
 
Em depoimento esta semana Maristela acusou o ex-marido de agredir e abusar sexualmente das crianças. Embora seja este um fator complicador, o que impede a Justiça austríaca de julgar a tutela? Pelo contrário: quando assinou Haia, a autoridade-central brasileira não só disse que confia no Judiciário de outras nações, como garantiu para si o direito de ver os brasileirinhos retornados ao Brasil.
 
Muita gente tem comparado os casos Zanger e Goldman.
 
Só há duas semelhanças entre os dois dramas: a forma como o batalha judicial começou (com a abdução do menor sem autorização) e a forma como deveria ter acabado – com o respeito à lei internacional.
 
Não há motivos para comparar o padrão de vida de Sean com o dos austríacos. Porque tratamento VIP e acesso a bens materias não podem legalizar um ato ilícito.
 
Mais recentemente, alguns defensores da família brasileira de Sean tentaram comparar seu caso com a disputa que a família Jackson começa a travar com a mãe de dois dos filhos do falecido astro Michael.
 
Isso é simplesmente comparar laranjas com maçãs.
 
Primeiro: não houve abdução de menor. Segundo: não há quebra de lei internacional. Terceiro: Michael fez um acordo para criar os filhos sozinho. É preciso saber o que foi acordado fazer na falta dele.
 
Em outras palavras, se o Brasil tivesse retornado Sean e Sophie em 6 semanas, como manda a Convenção de Haia, o garoto já estaria adaptado aos EUA e a menina poderia estar viva hoje.
 
O resto é conversa plantada para desviar as atenções do ato ilícito, o coração de toda a alienação parental.
« Last Edit: June 27, 2009, 11:25:24 PM by liesl78 »
Liesl78
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Offline liesl78

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Re: Zanger case proves: inertia in Brazil causes risks to minors
« Reply #1 on: June 27, 2009, 11:24:43 PM »
When it comes to an international custody battle, there's a big difference between the Brazilian people's behaviour and the Brazilian Judiciary.
While our people - in an irracional attitude, while outraged - wanted to lynch the relatives of Sophie Zanger in Saracuna (RJ), possibly killed due to beatings, the Brazilian Judiciary still refuses to comply with the international treaties the country endorses.
 
We cannot say that the death of Sophie, 4 years old, was a direct consequence of the decisions of our judiciary. But Brazil's stubborness in wanting to try cases who do not belong to them - even with the judiciary drowning in a pile of late cases - is nearly incomprehensible.
 
In the majority of the cases, the international parents do not demand custody, but complain that the trial must happen in the appropriate forum.
In family cases, we cannot use the popular expression "it's that simple". In an international custody battle, nothing is simple. But there's right and wrong.
 
For example, Brazilian Maristela dos Santos married Austria Sascha Zanger, with whom she had two children, a 12-year old boy, and Sophie. In Austria, the marriage crumbled. The couple divorced.
 
Maristela says she moved to a shelter.Last year, Maristela ran away to Brazil with both kids without their father's authorization.
Sascha has been fighting for over a year to have his children back. He has said he "is frightened by Brazilian Justice." Note that, besides the abduction, he has been paying child support since he was already divorced from the children's mother.
 
With the worsening of Maristela's disease, per the relatives, the temporary custody of the children was given to her sister, Giovana dos Santos. But now Giovana is one of the main suspects of having spanked Sophie, who died with several hematomas and blows to the head.
My question is: in the absence of the sick mother, why was the custody not granted to the father?
 
In testimony this week, Maristela has accused her ex-husband of hitting and sexually assaulting the children. Albeit this is a complicating factor, what forbids the Austrian Justice to judge the custody? On the contrary: when Brazil signed the Hague [Convention], the Brazilian Central Authority not only said they believe in the judiciary of other Nations, but also guaranteed to itself the right to have little Brazilians return to Brazil.
 
Many people have compared the Zanger and Goldman cases.
 
There are two resemblances between the two dramas: the way toe judicial battle started (with the abduction of minors without the other parent's authorization) and the way it should have ended - with the respect of international law.
 
There are no reasons to compare Sean's quality of life with the Austrian children. Because VIP treatment and access to material goods does not legalize an illicit act.
 
More recently, some of the defenders of Sean's Brazilian family tried to compare this case with the dispute that the Jackson family started against the mother of deceased star Michael's two children.
 
This is simply like comparing apples and oranges.
 
First of all: there was not an abduction of a minor. Second: there's no breaking of international law. Third: Michael had made an agreement to raise his children alone. We do not know what was agreed to do in his absence.
 
In other words, if Brazil had returned Sean and Sophie within 6 weeks, as the Hague Convention states, the boy would be adapted to life in the USA and the girl would likely be alive today.
 
The rest is chit-chat planted to divert attention from the illicit act, the heart of the entire parental alienation.
 
 
Note: Estadao had reported earlier this week that Maristela has confessed the abuse/sexual assault charges had been fabricated so she could make a stronger case to keep her children
Liesl78
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Re: Zanger case proves: inertia in Brazil causes risks to minors
« Reply #2 on: June 27, 2009, 11:28:59 PM »
Liesl, I didn't see this thread before. I posted and translated the same thing on the News thread.