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Author Topic: RESPOSTA A CORA RONAI  (Read 1522 times)

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Offline Grace

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RESPOSTA A CORA RONAI
« on: March 19, 2009, 04:07:20 PM »
"Tenho acompanhado, primeiro pela internet e agora por todos os cantos, a história do Sean, o garoto que vem sendo disputado pelo pai americano e pela família brasileira. E cheguei, finalmente, à minha conclusão definitiva: um bom juiz de vara de família é criatura que, ao morrer, merece ir direto para o céu, sem escala, com todas as mordomias da Primeira Classe! Uma coisa é discutir o caso na mesa de um bar, nas caixas de comentários dos blogs ou mesmo aqui nesta crônica, opinião amplificada porque sai no jornal mas, ao fim e ao cabo, só isso, uma opinião. Outra, bem diferente, é ter de tomar a decisão real que vai afetar, de forma dramática, a vida dos envolvidos. Ouve-se um lado, e os fatos são incontestáveis; ouve-se o outro, e é claro que tem toda a razão; ouve-se um terceiro e é por aí mesmo; e assim sucessivamente. Pirandello perde.
 
Como quase todo mundo, acho que o ideal para o garoto seria que o pai americano e a família brasileira entrassem em acordo, e que ele pudesse transitar livremente de um lado para outro, de um país para outro. Ao que tudo indica, Sean não corre maiores riscos nem nos Estados Unidos, nem aqui: afinal, se a briga está acontecendo é, em tese, por excesso, e não falta, de amor.
 
Ainda bem que voce concorda com isto, mas nos ultimos 4 anos, o Joao Paulo Lins e Silva, Bruna e os seus pais quiseram apagar o David da vida do Sean. Nao tinham nenhuma intencao de "entrar em um acordo com o David". Esistem muitas provas disto, que os jornalistas brasileiros com um pe na classe media alta esta evitando reconhecer.
 
De qualquer forma, antes de ir adiante, aviso: não sou nada imparcial em relação ao caso. Ao contrário de quase todo mundo, pelo menos nas campanhas histéricas que vejo na internet, torço, e torço muito, para que o menino possa continuar no Brasil. Aqui estão as referências afetivas que lhe restaram da mãe; além disso, entre a família nuclear (pai, mãe, filhos) e a grande família (pai, mãe e filhos, mais tios, primos, avós e quem mais houver) sou, sempre, por esta. Tenho uma visão latina da vida: quanto mais gente houver em torno de uma criança, sobretudo de uma criança órfã, melhor. Vocês conhecem o provérbio africano, não é? "É preciso uma aldeia para fazer um homem.” Pois. Acredito nele.
 
Este eh o problema: voce nao eh imparcial. Voce esta promovendo a visao da Globo neste caso. A Globo tem lacos como os Lins e Silva, na realidade, toda a classe media alta do Rio se conhece e nao tem coragem de se opor a familia, sendo advogados famosos. Nao existem campanhas histericas na Internet Cora. Existem pessoas querendo ajudar o David, sim, porque sentem enorme pena da tragedia que lhe foi imposta. Assim como existem campanhas no Facebook e no Orkut iniciadas pela familia da Bruna. Engracado, eu te conheci ha muitos anos atras quando estavamos fazendo nosso teste de Proficiency in English pela Universidade de Cambridge. Sei que voce eh uma jornalista inteligente, e eh com tristeza que vejo que varios jornalistas brasileitos foram tomados pelo sentimento anti-americano neste caso. Nao se trata de um pais contra o outro Cora, mas um pai lutando para reaver o seu filho que lhe foi tirado contra sua vontade. Este pai esta vivo, e tem que presenciar um outro homem cirando seu filho, imagina a dor? Cora, o papel de pai nos EUA eh mais forte que no Brasil. No Brasil ainda se assume que somente a mae pode criar os filhos, aqui nos EUA tem muito pai que cuida dos filhos para a mulher poder trabalhar. E me espanta ainda mais que os jornalistas brasileiros nao estao informados de todas as peculiaridades do caso, estao a dar palpites baseados em emocao, nao fatos. Voce cita a familia brasileira do menino, mas parece esquecer que o David tem pai e mae morando por perto, e uma irma e cunhado com dois filhos da mesma idade do Sean e que ainda perguntam por ele! O avo costumava leva-lo para a escola!
 
Acho que seria uma barbaridade arrancar do Brasil, sem mais nem menos, um menino que viveu aqui a maior parte da vida, e a sua formação essencial. E acho que talvez tenha sido por isso que, desde o começo, fiquei com um pé atrás em relação ao pai, que logo após a morte da ex-mulher já estava aqui para levar a criança embora, depois de passar anos sem vê-la. Acrescentar ao trauma da perda da mãe a perda da família, da irmã recém-nascida, dos amigos, da escola e da cidade não me pareceu ato de quem tivesse o bem-estar do menino em mente.
Se eu soubesse que o pai dos meus filhos morreu e meus filhos estao num pais estrangeiro, eu iria que nem um cometa estar ao lado deles. Eu seria a mae sobrevivente e a melhor pessoa para apoia-los naquele momento. Nada como o amor de pai e mae, Cora. E so para esclarecer, a menina eh meia-irma dele, nao irma. Alem diso, voce esta se esquecendo que ha quase 5 anos atras, este garoto passou pelo trauma de perder o pai, os avos paternos, a tia e os primos que eram muito chegados a ele. Voce parece querer buscar coisas para detestar o David, ainda mais quando ele faz o que o instinto paterno manda: estar do lado do seu filho numa tragedia.
 
Também não sou imparcial porque sou avó, e porque não consigo deixar de me solidarizar com uma mulher que, depois de passar pela dor de perder a filha tão jovem, e de um jeito tão estúpido, agora é ameaçada de perder o neto para um homem que lhe é praticamente um desconhecido. Eu também lutaria pelo meu neto, ora se não.

Entao voce pode compreender bem como a avo Ellie, mae do David, tem se sentido nos ultimos 4 anos e meio. Meu Deus, so vale os sentimentos da familia brasileira, que xenofobia eh esta?
 
Tirando isso, há certas coisas que me desagradam profundamente nessa história, a começar pela forma midiática com que o pai passou a se manifestar e a expor o filho ao público, uma vez desaparecida a mulher que poderia contradizê-lo. A essa altura, aliás, uma das principais acusações que lhe faz o lado brasileiro, a de ser um desempregado, já não faz qualquer sentido. Ele virou pai profissional e, quer recupere Sean quer não, certamente escreverá um livro sobre a sua luta, e venderá os direitos para o cinema; dará palestras motivacionais muito bem pagas e, como é bonito, receberá convites para fazer anúncios de produtos diversos. Desconfio, ainda, do caráter panfletário com que o caso vem sendo conduzido nos Estados Unidos, dos políticos que estão aproveitando a chance para fazer média com o eleitorado, e da evidente satisfação com que gringos que nada têm a ver com o caso correm, feito hienas, para os seus quinze minutos de fama.
 
 
O David, se voce soubesse a historia melhor e nao apenas a versao Globo, tem lutado pelo Sean ha mais de 4 anos. Os Lins e Silva pediram segredo de justica para proteger nao o Sean, mas o "nome" profissional deles e a alta sociedade onde vivem. Afinal Cora, o
Mas o que me deixa mesmo indignada é a covardia e a falta de respeito dos ataques feitos à mãe, que morreu e não pode se defender. O que é isso?! Em que mundo estamos?! Fico revoltada com a falsidade dos que se declaram fervorosos defensores da lei, da moral e dos bons costumes, e que não hesitam em julgar e condenar essa moça que, certamente, agiu motivada por puro desespero.
 
Não conheci a Bruna, mas não acredito nem um pouco no conto de fadas descrito pelo pai. O que eu sei, com certeza, é que uma mulher feliz não larga o marido, mesmo que esteja morando numa cabana sem aquecimento na Sibéria, e que esteja se matando para sustentar a família. Quem acredita nisso consegue acreditar em qualquer coisa, até nas boas intenções de um pai que vem sete vezes ao Brasil e que não vê o filho.

Uma mulher que nao esta feliz no casamento nao eh necessariamente por culpa do marido, como todas as feministas querem acreditar. Bruna nao se adaptou ao estilo de vida americano. Sentia falta da vida mais mansa do Rio, empregadas, praia e festas. E alem do mais, reecontrou o antigo namorado: jovem, rico, bem sucedido e....solteiro novamente. Ve-se pelas fotos do casal que Bruna e David estavam felizes no inicio. Mas trabalhar fora dando aulinhas de italiano, trocar fralda e lavar louca era demais para uma moca mimada da classe media alta brasileira. Sei o que estou falando Cora, fui criada assim tambem. Mas eu cresci e amadureci.
 
H-e-l-l-o-o-u?! Se alguém levasse um dos meus filhos para outro país e eu conseguisse chegar até aquele país, duvido, mas duvido muito, que houvesse força capaz de me impedir de vê-lo. Eu acamparia em frente à casa, me deitaria no caminho do ônibus escolar, escalaria o prédio – em suma, faria tal banzé que, mais hora menos hora, alguém teria de tomar conhecimento da coisa. Encontrem os seguranças que a família contratou para amarrar e amordaçar o pai, e aí vamos descobrir se, de fato, alguém o impediu de fazer o que quer que fosse.

Ah sim, e ai que voce perderia o seu filho de vez, num pais estranho, com a policia comprada. Muito melhor tentar contato com ele como o David fez varias vezes (mais uma vez, jornalistas nao estao checando os fatos) e foi impedido. Telefonemas foram bloqueados (gravacao como prova!), presentes retornados e visitas canceladas. A desinformacao no Brasil sobre este caso ainda esta muito grande. Voce por acaso viu os dois programas do Dateline sobre o caso?
 
Por outro lado, chego a achar comovente a luta de João Paulo Lins e Silva. Conheço muitos pais biológicos que não fariam metade do que está fazendo para ficar com Sean. Seria tão mais simples dar de ombros e entregá-lo ao pai biológico! Em vez disso, ele está agüentando o peso de ser transformado em vilão e de ver o nome da sua família no centro de uma campanha sistemática de demolição. É um alvo fácil, o rapaz. É advogado, é rico, é conhecido: pau nele!
 
Seria mais facil, mas para um cara competitivo como ele, seria um sinal de fraqueza. Mas como ele pode dormir a noite sabendo que esta roubando o filho de um outro homem???

Mas eu me pergunto: se ele se chamasse João das Couves e fosse marceneiro, professor ou entomologista, de que lado estaria a opinião pública?

Ah Cora, voce e eu sabemos muito bem que se o Joao Paulo o padrastro fosse somente da Silva, sem o Lins, e vivesse no morro, ele nao teria nenhuma chance na justica e nem os colunistas badalados cariocas estariam ao seu lado! O Sean ja estaria com o pai, onde nunca deveria ter saido, desde que a mae morreu. Mas os Lins e Silva com seu dinheiro e como o apoio da Globo tem conseguido enganar toda a opiniao publica, ate de gente que eu sempre lia e admirava, como os colunistas da Globo!
 
Vocês decidem.


Este caso nao deixa duvidas. A decisao eh facil e clara. O menino pretence ao pai, nao ao padrasto, legalmente e moralmente, e nao tera nenhum problema em se adaptar a nova vida nos EUA, como muitas outras criancas fazem, com o amor do pai. Podera passar as ferias com os avos maternos, e eu espero que estes parem de tentar virar o menino contra o pai.

Offline Mabime

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Re: RESPOSTA A CORA RONAI
« Reply #1 on: March 19, 2009, 05:06:21 PM »
Vejam esse texto, não é extenso.
Ele coloca a única solução decente para esse caso.
http://www.headlines.com.br/archives/362


Offline wicasa

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Re: RESPOSTA A CORA RONAI
« Reply #3 on: March 04, 2022, 07:20:05 AM »
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