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Author Topic: Imprensa brasileira põe fim ao silêncio no caso Goldman  (Read 9309 times)

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Offline mari

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Re: Imprensa brasileira põe fim ao silêncio no caso Goldman
« Reply #15 on: February 27, 2009, 08:32:44 PM »
Quote from: Mom25;1018
Wow... it is unreal.
Incrivel... queria que ele respondesse sobre algo em relacao ao caso Goldman!! isso sim!

 
 
Aí vai o e-mail :  qualoseuproblema@oglobo.com.br

Offline Odete

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Re: Imprensa brasileira põe fim ao silêncio no caso Goldman
« Reply #16 on: February 27, 2009, 11:26:24 PM »
Quote from: André Felipe;1020
passou sim e eu achei muito bom!
 
foi uma reportagem de 5 ou 7 minutos, contou toda a historia, mostrou imagens de Celso Amorim com a Hillary Clinton, mostrou ele dizendo que é uma boa evolução que o caso agora está sendo analisado na justiça federal.
 
mostrou várias cenas de David em programas de televisão americano, sendo entrevistado, pessoas distribuindo panfletos numa cidade, e o reporter pediu pra David mandar uma mensagem pro filho dele, David começou dizendo que ama ele, mas não conseguiu dizer mais nada pois começou a chorar.
 
O repórter disse que a equipe tentou entrevistar o padrasto do menino mas ele não respondeu aos chamados. E eles não citaram os nomes do menino e do padrasto sob o argumento de que o processo está sob segredo de justiça.
 
Achei muito boa a reportagem.

Nossa, o SBT mostrou mais coragem que a Globo...bem se ve que a Globo tem rabo preso com os Lins e Silva.

Offline rcgracia

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Re: Imprensa brasileira põe fim ao silêncio no caso Goldman
« Reply #17 on: February 28, 2009, 12:27:09 AM »
Quote from: André Felipe;1020
passou sim e eu achei muito bom!
 
foi uma reportagem de 5 ou 7 minutos, contou toda a historia, mostrou imagens de Celso Amorim com a Hillary Clinton, mostrou ele dizendo que é uma boa evolução que o caso agora está sendo analisado na justiça federal.
 
mostrou várias cenas de David em programas de televisão americano, sendo entrevistado, pessoas distribuindo panfletos numa cidade, e o reporter pediu pra David mandar uma mensagem pro filho dele, David começou dizendo que ama ele, mas não conseguiu dizer mais nada pois começou a chorar.
 
O repórter disse que a equipe tentou entrevistar o padrasto do menino mas ele não respondeu aos chamados. E eles não citaram os nomes do menino e do padrasto sob o argumento de que o processo está sob segredo de justiça.
 
Achei muito boa a reportagem.

 
 
Obrigado Andre por colocar aqui a reportagem,do SBT! Para nos que so temos a Globo Interrnacional!
 
Vamos ver ate quando a Globo vai aguentar a pressao!!!:D

Offline rcgracia

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Re: Imprensa brasileira põe fim ao silêncio no caso Goldman
« Reply #18 on: February 28, 2009, 12:58:18 AM »
Gente,saiu na Revista Veja!!
 
Diplomacia : O caso do garoto Sean Goldman
 
 
Goldman, que mantém o quarto de seu filho Sean intocado há mais de quatro anos, e a criança na companhia do seu padrasto em Búzios, no litoral do Rio: oito viagens ao Brasil e acusações até de doença degenerativa e incapacitante
 
As paredes são pintadas de um azul claro, assim como o teto de meia-água. A janela é ampla, o quarto é bem iluminado e tudo está no lugar: os brinquedos de pelúcia sobre a cama, os livros na pequena estante de TV, os sapatos alinhados ao rodapé, as roupas penduradas no cabide. Só o aquário não tem peixes, mortos durante um corte de energia elétrica. "Quero que fique tudo como estava quando ele foi embora", disse David Goldman, na quarta-feira passada, ao receber VEJA em sua casa, em Tinton Falls, no estado de Nova Jersey, referindo-se ao filho, Sean, que foi levado pela mãe há quatro anos e meio para o Brasil. Na mesma Quarta-Feira de Cinzas, Sean estava em Búzios, no litoral do Rio de Janeiro, onde passou o Carnaval numa luxuosa casa de frente para o mar, na companhia de familiares. Nestes últimos quatro anos e meio, pai e filho viram-se apenas uma vez, há menos de um mês, e somente por algumas horas, na área externa de um condomínio residencial no Rio e sob a vigilância de um psicólogo. "Nossos laços não se desfizeram", constatou Goldman, rememorando o encontro. "Ele ainda é o meu menino." Será?
 
A disputa pela guarda de Sean Bianchi Goldman é uma história talhada para um filme. Começou com um caso de amor no glamoroso mundo da moda em Milão e está virando um crescente desconforto diplomático entre Brasil e Estados Unidos. Em 1997, o americano David Goldman vivia em Milão como modelo, esbanjando sua estampa em 1,86 metro de altura e 80 quilos. Conheceu a brasileira Bruna Bianchi, bonita e culta, que estudava moda. Apaixonaram-se, mudaram-se para Nova Jersey. Ela engravidou, casaram-se em 1999 e Sean nasceu em 25 de maio de 2000. Na aparência, viviam uma vida feliz. Mas algo ia mal. Em 16 de junho de 2004, Goldman levou mulher, filho e sogros ao aeroporto para embarcar para curta temporada no Rio, como faziam de vez em quando. "Indo para o embarque, ela se virou para mim e fez nosso gesto de ‘eu te amo’. Posso vê-la fazendo isso." Bruna nunca mais voltou. Do Rio, ela ligou dizendo que o casamento acabara e que Goldman só reveria Sean se, entre outras condições, lhe desse a guarda definitiva do filho. Goldman relembra: "A voz dela estava estranha. Era metálica, sem emoção".
 
 
A guarda da criança caiu no emaranhado jurídico, mas um capítulo trágico mudou tudo. No Rio, Bruna casou-se de novo, com o advogado João Paulo Lins e Silva, do clã que há um século produz medalhões do direito. Em 22 de agosto passado, ao dar à luz Chiara, sua única filha com Lins e Silva, Bruna morreu em decorrência de complicações do parto. Com isso, em quatro anos, a vida de Sean atravessou um turbilhão dramático: foi levado do pai americano, perdeu a mãe brasileira, ganhou uma meia-irmã e, num lance surpreendente, teve sua guarda concedida ao padrasto. Temendo que Goldman pudesse pegar o filho de volta com a morte de Bruna, Lins e Silva, seis dias depois do falecimento da mulher, pediu à Justiça a guarda do menino alegando "paternidade socioafetiva". Com agilidade incomum, a Justiça atendeu a seu pedido no mesmo dia. Goldman aterrissou no Brasil dez dias depois. Chegou certo de que, como pai biológico, levaria o filho de volta. Descobriu que a guarda havia sido concedida para Lins e Silva
 
Além dos contornos dramáticos, a história tem mistérios. Um deles: por que Bruna tomou uma decisão tão radical como a de sequestrar o próprio filho do pai? Bruna entrou no Brasil com autorização de Goldman para ficar com o garoto até 18 de julho de 2004. Depois dessa data, a permanência da criança no Brasil passou a violar a Convenção de Haia, que versa sobre sequestro internacional de crianças por um dos pais. Por que fez isso? "Ela nunca reclamou de nada da nossa vida", diz Goldman. Mas é óbvio que alguma coisa ia mal. A família de Bruna, que não fala publicamente do caso porque corre sob segredo judicial, tem insinuado que Goldman é um aproveitador. Enquanto eram casados, Bruna sustentava a casa dando aulas de italiano, e a vida sexual do casal era um deserto. Goldman nunca pediu para ver o filho e não atendia a seus telefonemas. Ávido por dinheiro, pegou 150 000 dólares em troca da retirada do nome dos ex-sogros do primeiro processo. Não tem renda nem emprego fixos. É portador de uma doença degenerativa, o que o impede de cuidar da criança.
 
Goldman diz que as acusações vão da mentira à manipulação. Diz que é mentira que não tivessem vida sexual, que não atendia às ligações do filho ou que não pediu para vê-lo. Afirma que esteve oito vezes no Brasil com esse objetivo. Confirma que fez acordo de 150 000 dólares, para poder enfrentar as despesas da batalha jurídica pelo filho, e não para vender sua guarda. "Com advogados em dois países, custas processuais e viagens internacionais, ele já gastou mais de 300 000 dólares", contabiliza seu advogado no Brasil, Ricardo Zamariola Junior. Goldman não tem emprego ou renda fixa, mas não vive no ócio. Faz bicos como modelo e corretor imobiliário e tira seu sustento com passeios turísticos de barco na costa de Nova Jersey. Cobra 600 dólares por seis horas. Sua agenda para o verão está tomada. Por fim, a doença de que é portador, a síndrome de Guillain-Barré, mata apenas de 3% a 5% dos pacientes. Goldman já passou por uma crise que o deixou semanas no hospital, mas ele se recuperou sem sequelas. A seu favor, há o fato de que tudo isso pode ser motivo para uma mulher pedir o divórcio do marido, mas nada disso justifica tirar do pai o direito de conviver com seu filho.
 
 
 
 
 
Ou justifica? Até aqui, a Justiça brasileira tem entendido que Sean já está adaptado ao seu novo meio. Com base nisso, o juiz Gerardo Carnevale Ney da Silva assinou sentença em que deu a guarda definitiva do menino à mãe em 2006. O juiz Carnevale é figura central no caso. Além da guarda para Bruna, ele lhe deu o divórcio em 2007 e, em agosto passado, concedeu a jato a guarda provisória do garoto ao padrasto. Consultado, falou: "O que posso dizer é que decisões nas varas estaduais levam em conta interesses da criança, não dos pais". Depois da morte da mãe, Sean passou a morar com os avós maternos, a meia-irmã e o padrasto num condomínio de luxo no Jardim Botânico, na Zona Sul da cidade. Divide as manhãs entre aulas de basquete e jiu-jítsu. Estuda à tarde na Escola Parque, colégio frequentado pela classe média alta carioca, e tem sessões de psicoterapia. A Convenção de Haia, espinha dorsal dos argumentos de Goldman, prevê que a criança sequestrada seja devolvida ao país de origem imediatamente. Mas também prevê que, depois de um ano, há que se levar em conta a adaptação da criança.
 
 
Depois de tanto tempo, deve-se considerar o que será melhor para o menino", diz William Duncan, secretário-geral adjunto da Conferência de Haia em direito internacional privado. Sean parece bem adaptado. Chama Lins e Silva de pai com naturalidade e leva uma vida de qualidade material muito superior à da imensa maioria das crianças brasileiras. Mas sua adaptação só teve tempo de sedimentar-se devido à tradicional demora da Justiça brasileira – e não porque seu pai não o quis de volta. Goldman acionou a Justiça americana. Ganhou, mas não levou. Será justo deixá-lo sem o filho? Quando o caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça, dois ministros, Ari Pargendler e Carlos Alberto Direito, tocaram no ponto fulcral: a permanência do garoto no Brasil é o sequestro continuado de uma criança. "O que estamos fazendo ao admitir que a consolidação da situação, de fato, pelo tempo, impede o retorno?", perguntou-se Direito. "Estamos admitindo que qualquer pessoa possa burlar a Convenção de Haia, retirando o filho do país de origem, e aqui permanecer debaixo de um processo que pode ser moroso." Os dois foram voto vencido.
 
 
Na batalha pelo filho, Goldman acionou deputados e senadores americanos, e está conseguindo mobilizar o governo e a opinião pública americana em favor de sua causa. Em março, quando o presidente Lula estiver em Washington para visitar Barack Obama, haverá protesto em frente à Casa Branca. Na semana passada, em encontro com a secretária de Estado, Hillary Clinton, o chanceler Celso Amorim ouviu um pedido para agilizar o assunto. Amorim respondeu que o governo brasileiro fará o melhor, mas que o caso corre na Justiça. Em resumo: a diplomacia se mexeu, mas usa aqueles mesmos punhos de renda que levam anos para produzir resultado. Isso é aceitável quando se discute um acordo comercial ou um novo tratado, mas é uma crueldade quando se trata da vida de uma criança.
 
 
 
 
Adorei, o artigo!! A revista Veja fez um otimo trabalho.Ate que em fim estamos chegando la... Mais ao ler esse artigo fiquei tao..... Tadinho do David e do Sean.
 
Vamos continuar gente,vamos mandar os e-mails,.... Vamos colocar : Pressao!!!
So assim agente consegue chegar la! O Sean tem que voltar logo!!
 
A UNIAO FAZ A FORCA!!!!!:D

Offline Claudia.Hope

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Re: Imprensa brasileira põe fim ao silêncio no caso Goldman
« Reply #19 on: March 01, 2009, 08:31:50 AM »


O Estadao(chamada na primeira pagina)

 





diplomacia
Disputa por garoto vira saia-justa

Guarda ganha a mídia nos EUA e está na pauta de Lula

natureza




Domingo, 01 de Março de 2009

Disputa por garoto de 8 anos vira saia-justa diplomática para o Brasil

Guarda de criança trazida pela mãe ao País ganha a mídia nos EUA e está na pauta de encontro de Lula com Obama

Patrícia Campos Mello, WASHINGTON; Fabiana Cimieri e Marcelo Auler, RIO
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A batalha do americano David Goldman para recuperar seu filho - que vive com o padrasto brasileiro, no Rio - ganhou grande repercussão nos Estados Unidos e se transformou em saia-justa diplomática para o Brasil. O caso já foi tema de reportagem no programa Dateline, da NBC, de reportagem no The New York Times e vai ao ar em breve na CNN, que esteve com Goldman na quinta-feira.

Ao se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, na quarta-feira, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, fez questão de falar do caso. E, demonstrando o peso que a Casa Branca está dando ao assunto, deve entrar na pauta do encontro dos presidentes Lula e Barack Obama, no dia 17 , em Washington. Um protesto de pessoas solidárias a Goldman está marcado para a data e promete fazer barulho e tentar ofuscar o evento.

Com a repercussão internacional da disputa, a família da mãe do pequeno S.G. avalia que está perdendo a disputa junto à opinião pública e resolveu romper o silêncio. O tio do garoto por parte de mãe, Luca Bianchi, de 30 anos, falou com exclusividade ao Estado. Ele acusa o ex-cunhado de montar um circo. "Ele mostra um vídeo com o filho na piscina e acha que isso basta para dizer que podem ter uma vida feliz." Bianchi, que morou nos EUA próximo da irmã e do cunhado, diz desconhecer as três mulheres que aparecem como amigas de Bruna em reportagem na NBC. "Até amigas compradas eles arrumaram", afirma.

Até seis meses atrás, S. G. vivia como um garoto da zona sul do Rio, com a mãe, a empresária Bruna Bianchi, e o padrasto, o advogado João Paulo Lins e Silva, de 34 anos, na Lagoa. Os três estavam juntos havia quatro anos e esperavam a chegada da irmã caçula, Chiara. Goldman permanecia em New Jersey e, inconformado com a vinda do filho para o Brasil, brigava na Justiça dos dois países, sem sucesso, pela guarda. No dia 21 de agosto de 2008, Bruna morreu ao dar à luz. Sua morte reacendeu a disputa pela guarda de S. G..

O pai biológico, além das ações judiciais que move desde 2004 para levar o menino de volta aos EUA, conta com uma rede de amigos que criou uma campanha na internet batizada de Bring S.G. Home. Com respaldo dos americanos, após a perda da guarda do filho, Goldman acusa a Justiça do Rio de beneficiar o padrasto, ao lhe permitir ficar com o menino, mesmo sem ter laço de sangue. Lins e Silva é filho e sócio do advogado Paulo Lins e Silva no maior escritório de Direito de Família do Rio.

Desde a morte da mãe, S.G. mora em um condomínio na Barra da Tijuca, na zona oeste, com a irmã, Chiara, o padrasto e os avós maternos. "A perda da Bruna foi violenta. Unidos temos mais força para ajudar o S. a suprir a perda", diz Bianchi. "O pai veio seis dias depois que a Bruna morreu, pedindo para levar o garoto. Não tinha nem missa de sétimo dia", reclama. E estranha o interesse "repentino" pela criança. "Esse cara visa ao dinheiro. Queria sempre se dar bem em toda situação. Tem uma família desestruturada."

Segundo Bianchi, sua família decidiu não contar para S.G. que ele pode ter de ir morar nos Estados Unidos, caso a Justiça assim decida. Em fevereiro, depois de quatro anos, S.G. reencontrou o pai biológico durante dois dias, por decisão judicial. "Ele sabe que o pai quer uma aproximação, mas não falamos que o David vende caneca com a cara dele e que ele pode perder as pessoas que ama, depois de já ter perdido a mãe."

Bianchi também acusa o ex-cunhado de estelionato. Diz que Goldman falsificou a assinatura de Bruna em cheques e descontou US$ 4 mil da conta dela, depois de sua volta ao Brasil. Com base no que viu ao morar nos EUA, classifica a relação do casal como uma "farsa". Eles dormiam há três anos em quartos separados. Enquanto S.G. ficava com o pai em casa, a mãe trabalhava dando aulas de italiano. "Meu sobrinho começou a apresentar um comportamento esquisito, dizendo que a mãe não o amava por ficar menos tempo em casa", disse Bianchi. Segundo ele, as poucas cenas de que o menino se lembra da vida americana são de brigas violentas.

DEFESA

As acusações da família de Bruna foram rebatidas pelo advogado Ricardo Zamariola, que tenta na Justiça brasileira a repatriação. Com documentos do processo e uma carta da advogada americana Patrícia Apy, Zamariola demonstra que Goldman já gastou US$ 230 mil na Justiça americana, cerca de US$ 100 mil nos processos do Brasil e US$ 40 mil nas vindas ao País. "Iria gastar tanto assim para compensar como?"

Foi para conseguir pagar essas despesas que Goldman, segundo seu advogado, fechou um acordo na Justiça americana retirando do processo os ex-sogros, Silvana Bianchi e Raimundo Ribeiro, em troca de US$ 150 mil. Rebate também a acusação de que o americano sacou dinheiro da conta da ex-mulher, lembrando que foi ele quem pediu o bloqueio das contas. Zamariola contesta as acusações de que Goldman não procurava o filho. Acusa a família de Bruna de impedir os encontros dos dois.

Goldman falou algumas vezes por telefone com o filho. Mas, ao ingressar com ação nos EUA, passou a ter barradas as ligações. "O pai de Bruna, no juízo americano, admitiu que rejeitava as ligações e explicou que seus advogados disseram que ele não era obrigado a atender quem o processava."

Goldman, segundo seu advogado, guarda peças que provam a dedicação ao filho. São mais de 200 cartões eletrônicos enviados por e-mail. Há fotos dos presentes que mandava e o correio devolvia, com o carimbo de "recusado". Lembra que em nenhum processo movido por Bruna (separação e guarda) "há qualquer acusação dela contra o ex-marido ou mesmo dele contra ela". A defesa do americano tem gravações das conversas telefônicas com o filho e a ex-mulher, quando os dois já estavam no Brasil. Em uma, Bruna agradece "por você ser o pai do meu filho e você ser o melhor pai que meu filho poderia ter".


CRONOLOGIA

2000

Nasce nos Estados Unidos S.G., filho da brasileira Bruna Bianchi e do americano David Goldman

16 de junho de 2004
Com autorização de Goldman, Bruna e o menino viajam ao Rio de férias. Mas a mulher liga
dizendo que não voltará e ele só poderá ver o filho se aceitar o divórcio, na Justiça brasileira

Julho de 2004
Bruna entra com ação na 2.ª Vara de Família do Rio, pedindo a guarda do filho. O pedido é concedido. Goldman não se manifesta para não descaracterizar o "sequestro"

Setembro de 2004
Goldman entra com ação em New Jersey contra Bruna e seus pais pelo "sequestro" da criança. Ela é intimada a apresentar o filho, mas não cumpre. Goldman recebe US$ 150 mil e, em troca, retira a ação contra os ex-sogros

Novembro de 2004
Goldman pede o cumprimento da Convenção de Haia, que manda que a criança seja levada ao país onde vivia para a guarda ser discutida. Mas está prevista uma exceção - quando a criança estiver integrada ao meio -, e o pedido é rejeitado em três instâncias

Julho de 2006
A Justiça dá a guarda à mãe. Goldman recorre, mas o TJ diz que a criança está adaptada e feliz

Julho de 2006
Bruna ingressa com ação de divórcio litigioso. Goldman nada faz

Julho de 2007
O caso divide o STJ, mas a permanência de S. é de novo aprovada

21 de agosto de 2008
Já casada com o advogado João Paulo, Bruna dá à luz uma menina, mas morre no parto

28 de agosto de 2008
João Paulo obtém na 2.ª Vara de Família a guarda do enteado. Goldman entra com recurso, negado

Setembro de 2008
A 2.ª Vara da Família nega pedido de Goldman para visitar o filho. O Ministério Público afirma a necessidade de resguardar a criança

Outubro de 2008
É concedido a Goldman o direito de visitar o filho. Sua vinda é anunciada ao advogado do padrasto. Uma forte chuva levou o juiz a mandar que a visita só começasse no dia seguinte. Mas o menino não foi encontrado. Estava em Búzios com o padrasto, que disse desconhecer a vinda do americano

30 de janeiro
Após campanha, Goldman vai à TV. O caso estoura nos EUA

6 de fevereiro
Na audiência de conciliação e julgamento foi concedido a Goldman direito de ver o filho sempre que vier ao Brasil. As primeiras visitas ocorreram nos dias 9 e 10

VANNA

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Re: Imprensa brasileira põe fim ao silêncio no caso Goldman
« Reply #20 on: March 01, 2009, 09:45:59 AM »
É uma absurdo que um filho não consiga viver com o pai verdadeiro e amoroso nos EUA porque a justiça brasileira concedeu os direitos ao padrasto advogado de vara de familia com consultório em Ipanema ! Inacreditável ! Tem alguma pizza rolando aí nesta situação. Eu li agora este caso e resolvi entrar para ajudar e dar minha opinião. Minha vida foi destruída por decisão de um juíz crápula quando eu tinha 6 anos. Fui retirada de minha mãe pelo pai militar na época da ditadura e proibida de vê-la ou conviver com ela. Este caso é o contrário, foi retirado de um pai amoroso e depois da mãe falecida estão roubando os direitos deste filho de viver e conviver com seu pai verdadeiro nos EUA. Isso não está justo ! Sou a favor do retorno do Sean aos EUA o mais breve possível . AGORA ! JÁ !

Offline Jo Thompson

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Re: Imprensa brasileira põe fim ao silêncio no caso Goldman
« Reply #21 on: March 01, 2009, 07:28:53 PM »
Roger,
De pessoas ricas e influentes como Bianchi/Lins e Silva, se espera atitudes inteligentes, certo?
O que dizer da acusacao de que David esta comercializando a imagem do filho vendendo camisetas?
O site que eles usam como "PROVA" e' da Zazzle. Nao vi ainda nada aqui publicado que David tem ligacoes comerciais com a Zazzle. De qualquer forma, as camisetas mostrada na reportagem, com o nome Goldman, mostra a figura de Emma Goldman, pra quem se lembra de "History 101", Emma Goldman foi uma ativista russa que viveu em NY ate 1940, quando faleceu. Portanto, nada haver com o caso.
A impressao que tenho e' que essa nova geracao dos Lins e Silva continua com  influencia por conta do poder de seus antepassados, mas com tempo, estao mostrando sua propria ignorancia, e com um pouco de sorte do povo brasileiro, logo-logo essa turma caira no discredito.

Isabel

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Re: Imprensa brasileira põe fim ao silêncio no caso Goldman
« Reply #22 on: March 02, 2009, 05:02:41 AM »
Quanto a mim, os argumentos dados pelo Lucas Bianchi são ridiculos.

Que interessa se David vendesse camisetas para angariar fundos para poder pagar aos advogados que precisa para tentar reaver o filho que lhe foi ilegalmente retirado? Se fosse eu vendia camisas, canecas e fosse o que fosse para reaver os meus filhos! Nem toda a gente tem a grana dos papais para usar.
 
Quanto aos argumentos que supostamente Bruna reinvindicava para ter abandonado o marido, nada disso desculpa a sua atitude. Mulher que é mulher, não está contente, diz que não está contente. Mulher que é mulher, quer separar, diz que quer separar. Mulher que é mulher, não foge de forma dissimulada com o filho. Mulher que é mulher e mãe, não separa um filho de um pai que o ama.
 
Nada do que eu li e que foi escrito numa tentativa patética para manchar o nome de David justifica o que lhe foi feito. Como mulher, Bruna tinha todo o direito de deixar o seu marido, mas como mãe nada justifica ter fugido com o filho, proibindo-o de ver o seu pai. NADA. E qualquer pessoa com meia testa consegue perceber isto.