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Goldman Forums => Troca brasileira => Topic started by: Belleizel on April 20, 2009, 07:33:04 PM

Title: Artigos do Blog Brazil com Z - Eduardo de Oliveira
Post by: Belleizel on April 20, 2009, 07:33:04 PM
Enviado por Eduardo de Oliveira - 20.4.2009
 
| 19h03m
 
 
A opinião pública e a reta final do caso Goldman (http://oglobo.globo.com/blogs/brasilcomz/posts/2009/04/20/a-opiniao-publica-a-reta-final-do-caso-goldman-179014.asp)
 
O caso Goldman começa a tomar contornos de desfecho – e o fim pode ser dramático.
 
Um senador (e ex-presidente da República) publica nota em que chama o pai biológico de “playboy” e “sem Deus” e apenas trechos convenientes, dentre 17 páginas, da entrevista de Sean a psicólogos vazam à imprensa.
 
O que estaria por trás disso? Será que há uma tentativa de ‘amortecer’ o impacto que uma decisão pró-permanência de Sean no Brasil causaria na opinião pública?
 
Vocês já devem ter notado que o caso continua a comover leitores no Brasil. Perceberam que a grande maioria dos comentários publicados em jornais brasileiros são a favor do retorno de Sean para os EUA?
 
“Creio que a ele (Sean) cabe escolher a sua felicidade, o seu destino e o seu país. Juízes à parte, o drama humano dessa criança é maior que a disputa, na qual o dinheiro substitui a ternura tornada impossível pela morte de sua mãe,” escreveu José Sarney em nota publicada na “Folha de S.Paulo." (Leia aqui). (https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/3/27/um-menino-chamado-sean)
 
Não há nenhuma palavra de Sarney sobre cumprir leis internacionais. De uma só vez, o ilustre presidente do Senado jogou a Convenção de Haia no lixo e deu a um garoto de 8 anos a decisão que nem um país inteiro (Brasil) conseguiu tomar – tudo isso enquanto floreou o caso com citações ao massacre da Candelária e à literatura mundial.
 
Atenção, Sarney, tudo o que o Brasil precisa é de legisladores que tenham coragem de cumprir os tratados internacionais que assinam. Porque, como o psicanalista Mário Corso disse, não está em jogo “o melhor negócio” para Sean, mas sim o que é certo.
 
“Escutei argumentos que dizem que o garoto está bem, então deixa assim. Para essa linha de pensamento, não interessa se isso é certo ou errado perante o direito internacional, ou mesmo que considere errado, conclui que seria mais importante saber se o menino estaria sendo amado. Ou ainda que o padrasto seria melhor que o pai, portanto, junto dele teria um futuro melhor. Como se a vida fosse pautada pelo melhor negócio.”
 
Quando Sean disse “eu prefiro morar aqui,” (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090414/not_imp354350,0.php) suas palavras refletiram exatamente a complexidade que a Convenção deseja prevenir. Ou seja, o Brasil não defendeu os interesses do garoto quando não o devolveu aos EUA em 6 semanas. Agora, qualquer que seja a decisão da 16ª Vara Federal, Sean saiará perdendo um pouco.
 
“Eliminar um pai é mais do que forçar uma escolha, é negar o próprio papel de um pai, que é de incluir o filho nas leis e regras da vida, que costumam sobrepor-se aos afetos. Aqui a família sócio afetiva de Sean está falhando,” escreveu Corso no caderno  (http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=2&local=&template=3948.dwt§ion=Blogs&post=171885&blog=478&coldir=1&topo=3994.dwt)de cultura do jornal “Zero Hora.”
 
Ninguém quer dizer que os equívocos cometidos pela família brasileira foram propositais. É possível até que tenham sido cometidos por amor. Mas muitas das ações desses familiares colidem com um direito natural de um pai.
 
Em conversa recente com David Goldman eu disse a ele: “uma coisa é certa, você pode ter certeza que Sean está sendo bem tratado no Brasil.” E ele retrucou:
 
“Será mesmo, Eduardo? Ele pode estar recebendo todos os bens materias, mas como está o lado psicológico dele?”
 
Até o estado psicológico de Sean a Justiça brasileira está tentando avaliar. Mas por que o Brasil insiste em ignorar que exsite um fórum apropriado para debater o caso?
 
Neste caso, a opinião pública tem tido mais peso do que foi previsto. Não importa o que falam senadores, deputados, advogados ou ex-presidentes, este caso merece um desfecho que leve em conta não só o que é melhor para Sean mas para o Brasil. Porque o mundo está assistindo.
 
Não ouça só o que digo. Mas pense no seguinte: quantas matérias internacionais que defendem a permanência de Sean no Brasil você já leu?
 
http://oglobo.globo.com/blogs/brasilcomz/posts/2009/04/20/a
 
 
:clapping::clapping::clapping::clapping::clapping::clapping::clapping::clapping:
 
Quantos artigos internacionais, tem para que o sean fique com quem burla a Lei. resposta.;...zero...
O mundo esta vendo de olhos atentos, a justiça brasileira.
Ou seja, eles não tem pra onde correr. Alem de devolver a criança, vão ter que pedir desculpas, e começar a trabalhar para que este erro sem precedente, seja enfim reparado.
Vamos comentar gente, :yeahthat:
 
Que em breve pai e filho fiquem juntos:cheer::cheer:
Title: Re: A opinião pública e a reta final do caso Goldman - Brazil com z.
Post by: liesl78 on April 21, 2009, 03:42:14 PM
Gente, aparece la, a galerinha do mal esta de plantao hj
Title: Re: A opinião pública e a reta final do caso Goldman - Brazil com z.
Post by: Belleizel on April 21, 2009, 04:48:04 PM
E mesmo, deve ser o feriado, esta chovendo no Rio.
Mas a gente não pode se intimidar com esse povo.
A ultima sandice, foi chamar profissionais respeitaveis, de palpiteiros.:D:D
 
:cheer::cheer::cheer:
Father and son, together and happy...:yeahthat:
Title: Re: A opinião pública e a reta final do caso Goldman - Brazil com z.
Post by: liesl78 on April 21, 2009, 07:30:53 PM
Aquela ali nao me surpreende.
Title: Re: A opinião pública e a reta final do caso Goldman - Brazil com z.
Post by: claudia on April 22, 2009, 10:22:02 AM
Bom dia à todos,
Segue carta publicada na edição de sexta-feira 20/4/2009 sob o título "Palavra de criança".
"A propósito do caso do pequeno Sean, que disse sete vezes à psicologa judicial que
prefere ficar no Brasil, cabe lembrar o caso do adolescente Pedrinho, sequestrado quando bebê, em Goiás. Mesmo quando soube que sua pretensa mãe, Vilma, o havia sequestrado, ele ficou do lado dela, mantendo-se arredio em relação aos verdadeiros
pais. Reações compreensiveis, como a do pequeno Sean, dada a extensa convivência. Felizmente, o tempo se encarregou de dar estabilidade e equilíbrio emocional a Pedrinho, que se integrou a seus pais. Portanto, a opinião de Sean, neste
momento, tem peso bastante relativo. Caso contrário, estar-se-ia validando a política do fato consumado."
Assinada por Alzir de Azevedo Rabelo.
Talvez vocês não se recordem, mas o "caso Pedrinho" deu oque falar por aqui.
Até breve !
Title: Re: A opinião pública e a reta final do caso Goldman - Brazil com z.
Post by: Grace on April 22, 2009, 10:48:24 AM


O mais novo post do Eduardo:

Câmara dos Deputados debate caso Goldman hoje (http://oglobo.globo.com/blogs/brasilcomz/posts/2009/04/22/camara-dos-deputados-debate-caso-goldman-hoje-179296.asp)

Hoje a Comissão de Direitos Humanos e Minorias realiza audiência pública proposta pelos deputados Luiz Couto (PT-PB) e Rita Camata (PMDB-ES) para debater o futuro de Sean Goldman.

A audiência ocorre na Câmara dos Deputados e segue os moldes daquela realizada pelo Senado em 25 de março, quando diversos congressistas defenderam a permanência de Sean no Brasil.

O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, o advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, e a avó materna de Sean, Silvana Bianchi Carneiro Ribeiro, foram convidados. Ainda não há confirmação se o advogado brasileiro de David Goldman, pai de Sean, foi convocado.

Enquanto isso, Sérgio Tostes, advogado contratado pela família brasileira de Sean, dá nova cartada. Ele enviou petição à Justiça em que alega que toda e qualquer decisão sobre Sean afetaria também a sua irmã de 8 meses de idade.

O caso está se estendendo por quase cinco anos, e cada fato novo apresentado sugere que o Brasil não deve cumprir o que assinou na Convenção de Haia.

Qualquer cidadão brasileiro pode comprovar que o Brasil corre riscos de sofrer represálias caso descumpra um tratado internacional. O site do Supremo Tribunal Federal diz que “é necessário lembrar que a devida aplicação desta convenção (de Haia) faz parte das obrigações de nosso país no plano internacional, eis que signatário de vários tratados nessa área, entre as quais a Convenção da ONU sobre os direitos das crianças.”

Não se enganem: o mundo está assistindo. E como diz o próprio S.T.F. (http://www.stf.jus.br/convencaohaia/cms/verTexto.asp?pagina=apresentacao), “a não aplicação correta da convenção (de Haia) poderá implicar a responsabilização do Brasil perante fóruns internacionais, por desrespeito aos direitos humanos.”

Aliás, essa semana um jurista que falou sob condição de anonimato me disse que o Brasil já está sofrendo por ter decidido não retornar um cidadão alemão, filho de brasileira, a sua residência habitual.

“Semana passada recebi uma mensagem desesperada de uma mãe que tem um filho alemão e não pode vir ao Brasil tomar guaraná com pão de queijo. Em face dos acontecimentos que fazem do Brasil um país inconfiável, ao que entendi, o Estado Alemão não tem concedido permissão para que seus menores nacionais viagem ao nosso país, ainda que para férias e turismo,” disse o jurista.

É compreensível que no caso Goldman as autoridades brasileiras queiram encontrar um meio termo para facilitar a vida do menino em questão. Mas a demora ressalta a morosidade pela qual nossa pátria já é tão famosa fora das suas fronteiras.
Em quase cinco anos de debates existem pessoas que pensam que quanto mais rápido o Brasil devolver Sean a Nova Jersey, menos cicatrizes diplomáticas o país terá no cenário internacional.

Mas também existem opiniões como a da escritora de novelas Glória Perez.

... “É uma questão de bom senso: não adianta, hoje, julgar as condições em que ele (Sean) acabou ficando de vez no Brasil. O fato é que ele ficou. O fato é que, seja porque motivo for, ele não conhece o pai biológico. E passa por uma fase de adaptação dolorosa: acabou de perder a mãe, o que significa, para qualquer criança do mundo, a perda do referencial mais forte,” Glória escreveu no seu blog “De Tudo um pouco (http://gloriafperez.blogspot.com/2009/03/uma-questao-de-bom-senso.html#links).” A novelista recebeu dúzias de comentários em acordo com a sua posição.

Para Glória, a idéia de retirar Sean “assim, de sopetão, do ambiente familiar que ele conhece, é de uma violência inaceitável. Seria uma bela demonstração de amor do pai biológico dar a essa criança o tempo que ela necessita para refazer os laços com ele.”

Sendo assim, aqui vai uma sugestão: por que a avó materna não acompanha Sean até Nova Jersey – de onde o tirou – e passa uns tempos com ele nos EUA? Assim a família brasileira demonstraria que realmente está pensando no que é melhor para a criança – e para o Brasil.
Title: Re: A opinião pública e a reta final do caso Goldman - Brazil com z.
Post by: claudia on April 22, 2009, 11:27:23 AM
Quote from: claudia;18920
Bom dia à todos,
Segue carta publicada na edição de sexta-feira 20/4/2009 sob o título "Palavra de criança".
"A propósito do caso do pequeno Sean, que disse sete vezes à psicologa judicial que
prefere ficar no Brasil, cabe lembrar o caso do adolescente Pedrinho, sequestrado quando bebê, em Goiás. Mesmo quando soube que sua pretensa mãe, Vilma, o havia sequestrado, ele ficou do lado dela, mantendo-se arredio em relação aos verdadeiros
pais. Reações compreensiveis, como a do pequeno Sean, dada a extensa convivência. Felizmente, o tempo se encarregou de dar estabilidade e equilíbrio emocional a Pedrinho, que se integrou a seus pais. Portanto, a opinião de Sean, neste
momento, tem peso bastante relativo. Caso contrário, estar-se-ia validando a política do fato consumado."
Assinada por Alzir de Azevedo Rabelo.
Talvez vocês não se recordem, mas o "caso Pedrinho" deu oque falar por aqui.
Até breve !
OBS: carta publicada pelo jornal "O Globo", pagina 6, coluna ''Cartas dos Leitores'', em 20/4
Title: Re: A opinião pública e a reta final do caso Goldman - Brazil com z.
Post by: liesl78 on April 22, 2009, 12:01:53 PM
Claudia, nao adianta, todo e qualquer especialista cuja opiniao baseada em fatos conclua que o menino deve voltar ao pai entra por um ouvido e sai pelo outro de todos os membros do lado negro da forca. Posso estar enganada e ser ingenua, mas tenho fe que pela repercussao deste caso, o menino va ser devolvido ao pai. Pq eh certo, pq segue a lei e pq o Brasil quer um assento no Conselho de Seguranca da ONU.
Title: Re: A opinião pública e a reta final do caso Goldman - Brazil com z.
Post by: Odete on April 22, 2009, 02:12:24 PM
Nao sei se esse artigo ja foi mostrado aqui. De qualquer forma, eh muito bom, e escrito por um profissional da lei, com base na verdade.
 
http://direitoetrabalho.com/2009/03/sobre-o-caso-goldman/
Por Jorge Araujo | 09 03 2009  

Não precisava nem apresentar a entrevista do pai (http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1034250-15605,00-PAI+DE+SEAN+CONTA+SUA+VERSAO+SOBRE+A+GUARDA+DO+FILHO.html). Não é necessário se ouvir o seu lado para saber que o coitado do David Goldman está coberto de razão. Casado com uma patricinha brasileira, de família abastada, David não podia sustentar o casal e o filho sozinho, sua esposa precisava, portanto, trabalhar dando aulas de Italiano em uma escola local. Normal para qualquer família de classe média brasileira ou americana, mas imperdoável para os pais da garota, que a convenceram a, em visita ao Brasil, ficar, juntamente com o filho Sean, que havia sido trazido, com autorização do então marido, apenas para a visita aos familiares.
O pai, de imediato entrou com o pedido de restituição da criança, inclusive amparado por normas internacionais que lhe resguardavam o direito (http://www.stf.jus.br/convencaohaia/cms/verTexto.asp), que determinam que em situação semelhante a justiça competente é a do país do qual a criança foi retirada, devendo ela ser a tal país resiturída de imediato. Nada obstante o pedido foi barrado pela Justiça brasileira, deixando-se transcorrer um tempo significativo para qualquer pessoa. Quanto mais uma criança.
Ademais o trágico falecimento da mãe trouxe mais um ponto a ser considerado no processo. Qual o fundamento de se retirar o pátrio poder de um homem sobre o qual nada pesa como pai, para mantê-la com o padrasto ou avós? Alegar-se a existência de um meio-irmão como fator para que o menino seja retirado de seu pai, ou uma mera relação sócio-afetiva com o seu padrasto não convencem.
Aliás o verdadeiro pai, David, não formou nova família, não se ligou a outras pessoas. Ele quer apenas o seu filho. E ele tem este direito.
Para saber mais sobre o assunto ou, de alguma forma, ajudar David a reaver seu filho:

Title: Re: A opinião pública e a reta final do caso Goldman - Brazil com z.
Post by: claudia on April 27, 2009, 09:14:26 AM
Algumas curiosidades...
Durante a senama passada, eu e meu marido, que temos mania de ler jornal, não vimos nada sobre este estranho ''encontro'' no congresso. Pode ser que tenha saído alguma coisa, mas com muito pouco destaque, na imprensa escrita aqui no Rio.
 
Pensando na revista PIAUI, que furou o bloqueio da mordaça; ela pertence ao João
Moreira Salles, filho do banqueiro (Unibanco) e ex embaixador do Brasil em Whashington, já falecido, Walther Moreira Salles, e irmão do Walther, diretor e produtor de cinema.
Acho ótimo que a PIAUI aconpanhe os acontecimentos, é ''briga de cachorro grande''!
Dizem que o João vive mais em Londres doque no Rio, é milionário e dito por todos como pessoa muito boa. Ele é documentarista (''Notícias de uma guerra particular''), e oque eu conheço do seu trabalho é muito bom e de cunho crítico e social. Eles são oque se pode chamar de elite intelectual e moral por aqui.
Vamos mandar mensagem para a PIAUÍ ?!!!!!
Até breve.
Title: Re: A opinião pública e a reta final do caso Goldman - Brazil com z.
Post by: Grace on April 27, 2009, 10:14:23 AM
Boa ideia Claudia. Vou escrever para eles. Vamos ate tentar achar o email deste Joao.
Title: Re: A opinião pública e a reta final do caso Goldman - Brazil com z.
Post by: claudia on April 28, 2009, 07:31:20 AM
Bom dia !
Acabei de checar numa Piauí, o João consta como um dos editores (eu imaginei que ele não aparecesse como dono, low profile...), assim como a Dorrit Harazim e vários outros.
O editor chefe é Enio Vergueiro (eniovergueiro@revistapiaui.com.br (eniovergueiro@revistapiaui.com.br)).
O fax da editora (Alvinegra) é (55.21) 3511.7430, não consta email.
O site da revista é facinho, www.revistapiaui.com.br (http://www.revistapiaui.com.br).
Se precisarem de qualquer outra info aqui no Rio é só me "chamar".
Vamos à luta, até breve.
 
PS: Penso sempre nesta história que vc citou no BSH.
Angela Diniz era de uma família mineira poderosa (Gutierrez, se não me engano). Doca, um paulista bonitão casado com uma carioca, Monteiro de Carvalho (foram os maiores acionistas da volkswagem do br, entre tantas outras coisas). Angela e Doca eram amantes, e viviam na esbórnia em Búzios (não é julgamento moral, só uma constatação).
Evandro L&S era pernanbucano, se casou com uma catarinense (Konder-Bornhausen), e se estabeleceram no Rio.
Dizem que ele estava financeiramente quebrado quando foi defender o Doca, alegando a ''legítima defesa da honra" (? !). Se não foi a última, foi uma das últimas vezes que a justiça acatou este argumento (UFA!).
Doca deu 11 tiros a queima roupa em Angela.
Evandro que até então era um advogado respeitado, saiu dessa com alguns millhões a mais no bolso MAS teve sua reputação pra sempre arranhada. Doca acabou condenado, num segundo julgamento e cumpriu pena por alguns anos. Triste história; carioca mesmo só a Monteiro de Carvalho, a esposa traída, que nunca deu as caras na imprensa.
É interessante colocar que nem todos os advogados criminalistas se sujeitam a defender todo e qualquer crime, alguns tem mais critério ! ( Evandro, bonitão e sedutor, morreu depois de levar um tombo no saguão do aeroporto Santos Dumont)
Até breve ! E força !
Title: Re: A opinião pública e a reta final do caso Goldman - Brazil com z.
Post by: Mom25 on April 29, 2009, 07:58:06 AM
Ironias da vida... incrivel!
Title: Re: A opinião pública e a reta final do caso Goldman - Brazil com z.
Post by: Grace on April 29, 2009, 01:06:50 PM
Neste caso, sera que podemos afirmar que os Bornhausen de Santa Catarina, os Monteiro de Carvalho no Rio e todos as familias com quem eles se casaram estao do lado do JP? Eh muita gente influente, eh a elite brasileira!
Title: Re: A opinião pública e a reta final do caso Goldman - Brazil com z.
Post by: Belleizel on April 29, 2009, 01:29:35 PM
http://oglobo.globo.com/blogs/brasilcomz/
 
A abdução de crianças e a parcialidade nacional irrelevante (http://oglobo.globo.com/blogs/brasilcomz/posts/2009/04/29/a-abducao-de-criancas-a-parcialidade-nacional-irrelevante-181449.asp)

Deu manchete: 48% dos cariocas acham que Sean deveria ficar com o padastro no Brasil; a opinião pública americana não entende como o Brasil descumpre leis internacionais repetidas vezes.

Sabe aquela história de jogo de futebol em “campo neutro?” Pois é, a Convenção de Haia é este campo neutro. No Direito Internacional, não vale o que o diz o padastro, o pai (que sofreu com a morosidade da Justiça brasileira por 4 anos), nem a voz da criança em questão, lembram do Pedrinho de Goiás?

Portanto, a parcialidade das nações não deve ser levada em conta.

O que mais choca é o Procurador da República Fernando Luiz Albuquerque ter que explicar que o papel da Advocacia Geral da União (AGU) não deve ser entendido como uma defesa do pai americano. Alburquerque esclarece que a defesa da tese de que o menino deveria retornar aos Estados Unidos se baseia em acordos internacionais firmados pelo Brasil.

O Brasil não terá nada do que se envergonhar se cumprir o que prometeu. Porque o mundo assiste e se vê como vítima potencial de um país que não tem palavra. Aliás, isso já está acontecendo.

Ariel Ayubo levou a esposa brasileira e o filho Lorenzo, de 3,5 anos, para o aeroporto em 23 de agosto de 2004. O pai até pagou as passagens dos dois. O que era pra ser uma viagem de duas semanas, se transformou num pesadelo de mais 4 anos. Ayubo sofria nos EUA enquanto o ‘caso Lorenzo’ foi repassado a 13 juízes no Brasil.

Quer saber como Sean é só a ponta do iceberg chamado injustiça internacional?

Em 2006, Timothy Weinstein viu pela última vez os dois filhos, levados para o Brasil. Agora ele divide suas frustrações com dezenas de outros pais nos EUA, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, que como ele ficam sem entender a relutância do Brasil. Dá ou não dá vergonha de ouvir de um pai, cujo direito natural a cuidar do filho é reconhecido em qualquer lugar do mundo, dizer:

“Seria bom se as coisas no Brasil fossem simples, mas não são. Peguem um número e aguardem na fila, porque vai ser uma longa e frustrante espera,” disse Weinsten a outros pais alienados.

Enquanto é negado a um pai o direito de acompanhar as descobertas, as inseguranças, as alegrias de um filho gerado por ele, o jogo de gato-e-rato continua no Brasil. O advogado da família brasileira de Sean acusa a Polícia Federal de ter realizado uma diligência na casa dos avós, no Rio de Janeiro, para permitir que o pai biológico visitasse o garoto.

O coordenador geral de Polícia Criminal Internacional da Polícia Federal, Jorge Barbosa Pontes, retrucou em poucas linhas porque tem mais o que fazer: “Não houve qualquer diligência feita por agentes da Polícia Federal no apartamento da avó do menor Sean Bianchi Goldman.”

Ainda estou esperando ver o dia em que uma associação brasileira de advogados vai pedir a permanência do menino no Brasil. Os juristas querem passar longe do caso. Mas, a American Academy of Matrimonial Lawyers lançou nota dizendo que “como signatário da Convenção, o Brasil não pode virar a cara enquanto um dos pais leva uma criança, e viola ordens judiciais e provisões internacionais,” disse o presidente da academia, Gary Nickelson.

Será que este caso vai demandar ações mais duras, como sugere o juiz federal Dr. Roberto Wanderley Nogueira?

“É de um órgão ligado diretamente à Presidência da República de um Estado-parte da Convenção de Haia que se está a referir com a dicção de explicar, por mais insólito que isso possa parecer à consciência jurídica, que em nossa pátria a tal Convenção não prevalece em razão de outros fundamentos que lhe são estranhos...”

“...É, portanto, incompatível a permanência do atual ministro que exerce as funções de Autoridade Central no Brasil, à luz da Convenção de Haia, com a igual permanência do país no cenário desse mesmo pacto internacional.”

Atenção Brasil, o mundo está assistindo.
 
Seria bom, se os pais dessas crianças comentassem. O brasil quer ouvir suas vozes.
Bom dia a todos
Title: Re: Artigos do Blog Brazil com Z - Eduardo de Oliveira
Post by: Belleizel on April 30, 2009, 09:09:12 PM
Enviado por Eduardo de Oliveira - 30.4.2009

| 18h51m


Psicólogo explica os efeitos da alienação parental na criança (http://oglobo.globo.com/blogs/brasilcomz/posts/2009/04/30/psicologo-explica-os-efeitos-da-alienacao-parental-na-crianca-181978.asp)

No debate sobre o caso Goldman se fala em “pensar no bem estar do menino.” Trata-se essencialmente do estado emocional de Sean Goldman. A herança psicológica que o menino americano vai levar desse moroso processo judicial também deve interessar a todos que o amam.

Foi para falar dos efeitos psicológicos que uma alienção parental causa que resolvi entrevistar o psicólogo João David Cavallazzi Mendonça (http://www.jdpsico.blogspot.com/).

Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, Mendonça é especialista em Psicologia Clínica e Professor e Supervisor Clínico no curso de Especialização em Terapia Familiar no Familiare Instituto Sistêmico, de Florianópolis (http://www.institutofamiliare.com.br/).

O psicólogo não foi convidado para falar exclusivamente do caso Goldman (vejam que ele até cita a ética). No entanto, é papel do jornalista chegar até a fronteira do aceitável para buscar a verdade.

O tema é fascinante e merece o espaço dedicado neste blog. Mendonça cobre vários campos cruciais no embate familiar, das inseguranças do filho, até o papel do pai-vítima e a função dos alienadores no processo pós-alienação da criança.

Diz Joseph Califano, professor da Universidade Columbia: "Não estamos fazendo a apologia do casamento, mas quando decide ter um filho, o homem precisa ter consciência de que este sim é um compromisso indissolúvel.” O senhor está de acordo? Por quê?
Concordo, especialmente quando o autor refere-se à paternidade como um compromisso indissolúvel. Gosto do termo “compromisso” porque me remete à idéia de que a presença do pai na vida da criança é tão importante quanto à presença da mãe. A cada dia surgem novos estudos e pesquisas que revelam a importância da presença paterna e sua influência positiva no desenvolvimento psicossocial das crianças, até mesmo como meio de prevenção contra o envolvimento em situações de drogadição e violência.

Estudos de psicologia mostram que na faixa etária entre 0 a 4 anos, a criança começa a se identificar com a figura materna, se menina, e com a figura paterna, se menino. Nesta fase do desenvolvimento emocional e cognitivo, quais os riscos das sequelas de um divórcio?
Nenhuma criança deseja, a priori, a separação de seus pais, e geralmente esta é uma situação de muito sofrimento para ela. No entanto, os efeitos do divórcio sobre a criança dependerão muito das circunstâncias em que se dá esta separação. Se o divórcio é feito de uma maneira em que há respeito mútuo entre os pais, o desenvolvimento psicológico da criança não estará necessariamente prejudicado. Se ela percebe que apesar das dificuldades inerentes a um processo de separação, há um clima de cooperação e convivência mínima, será mais fácil para a criança assimilar e elaborar a nova configuração familiar. Por outro lado, o que se constata é que quanto mais grave e intensa for a batalha entre os ex-cônjuges, incluindo aí a proibição de visitas, maior o sofrimento psíquico dos filhos envolvidos. Neste caso, as crianças podem vir a desenvolver sintomas os mais variados como uma resposta emocional ao seu sofrimento. Podem apresentar sintomas de depressão, alterações no comportamento, diminuição do rendimento escolar, ansiedade de separação, ou podem ainda desenvolver fobias ou retraimento social.

Em quanto tempo depois do afastamento do outro genitor, a criança começa a dar os primeiros sinais de depressão?
Não há um período propriamente determinado, pois isto dependerá de várias circunstâncias que envolvem o caso. Há condições internas e externas que podem afetar o rumo das coisas. A presença de pessoas significativas para a criança, que lhe ofereça amparo, afeto e compreensão, pode servir como um fator de prevenção da depressão ou outra conseqüência negativa advinda da separação. Mas é comum que após algumas semanas sem o convívio com um dos genitores, especialmente quando a espera pelo contato vai aumentando e o contato não ocorre, algumas crianças passem a sentir uma saudade que se transforma em tristeza, que por sua vez pode se constituir num quadro de depressão.

No caso da alienação parental, como a criança se sente tendo que anular os momentos felizes que passou com os dois pais, e sendo forçada a lembrar momentos tristes? Como a criança encara as novas informações contadas pelo alienador sobre o pai alienado?
Com bastante confusão. Penso aqui em dois cenários. Um deles é a falta de informações a respeito do genitor ausente, que pode gerar na criança fantasias de ter sido abandonada ou rejeitada. No outro cenário, característico da “alienação parental”, as informações recebidas pela criança a respeito do genitor alienado são sempre de desqualificação e críticas negativas, com vistas a denegrir a sua imagem perante a criança. Eu considero ambos os cenários uma forma de abuso psicológico contra a criança, cujas conseqüências podem incluir até mesmo sérios distúrbios emocionais, transtornos de identidade e drogadição. Na Terapia de Família, trabalhamos com um importante conceito que pode se encaixar neste caso, que é o da “lealdade invisível”. Mesmo que a criança inicialmente não concorde nem perceba o genitor ausente sob a ótica do genitor alienador, ela passa a “ter que acreditar” nas mesmas coisas devido ao seu vínculo e dependência emocional com o genitor que está mais próximo. Ou seja, apesar de gostar e sentir saudade do genitor alienado, a criança não pode deixar transparecer tal sentimento, sob pena de decepcionar ou desagradar o genitor com quem ela convive. É simplesmente uma situação enlouquecedora para a criança.

De que forma pode-se ajudar os pais que sofrem com filhos separados de seu convívio?
Ajudá-los, antes de tudo, a compreender que o filho separado pode estar vivenciando um conflito de lealdade invisível, em que ele se sente com o coração literalmente dividido, sem que consiga se dar conta disso. É papel do adulto compreendê-lo. Considero também importante que estes pais estejam disponíveis e sensíveis à necessidade da criança, mesmo que à distância, e tentar pensar como estes pais poderiam se fazer presentes de outras formas, enquanto a presença física ainda não é possível ou é limitada. Seria possível escrever cartas, enviar vídeos, comunicar-se pela internet, enfim, tentar criar meios de participar de alguma forma da vida da criança. E, claro, uma ajuda profissional para lidar com esta ausência poderia ser muito benéfica também.

Porque o alienador não enxerga que ao separar o genitor do filho o principal prejudicado é a criança?
Porque na maioria das vezes o alienador está tão cego pelo ódio e rancor, por desejos de vingança, que toda esta perturbação emocional não permite que ele esteja sensível às necessidades óbvias da criança naquele momento, que é o de ter o direito de conviver com ambos os pais. Também creio que o medo do alienador de perder o afeto de seu filho para o “outro” também é um fator que impede que ele perceba o sofrimento da criança, apesar de amá-la de fato.

Como deve ser o tratamento da criança depois que ela descobre que todo aquele sentimento sobre o alienado era falso?
A criança pode vir a se sentir culpada por ter sido injusta com um dos genitores, ou pode sentir-se aliviada ao perceber que este genitor não era aquele monstro que estavam falando. Ou ainda, podem surgir sentimentos de raiva contra o genitor alienador. Ou, o mais provável, é que tudo isto apareça junto. Então, o tratamento deve abordar toda esta gama de sentimentos, a culpa, a raiva, o alívio, e especialmente, deve buscar ajudar a criança a reintegrar o genitor alienado em sua história de vida, sem que ela precise, para isso, renunciar ao outro genitor. É ajudá-la a construir e recontar a sua história, agora com pai e mãe, mesmo que pai e mãe não sejam mais marido e mulher.
 
Qual conselho o senhor daria para pessoas que afastam os filhos dos pais?
Dar conselhos é sempre difícil, e não sei se as pessoas estão dispostas a recebê-los. Mas creio que eu sugeriria a estas pessoas que fizessem uma sincera revisão de vida, e buscassem honestamente um divórcio emocional de seu ex-cônjuge, além do divórcio judicial. Afinal, tenho muitas razões para acreditar que ex-cônjuges que ficam eternamente lutando entre si estão mostrando que ainda não se divorciaram de fato. O litígio é apenas uma maneira de continuarem vinculados um ao outro.

No caso de um pai que recupera o direito de morar com o filho, como esse pai poderia agir para auxiliar o filho neste momento difícil (perda da mãe, mudança de residência)?
Reestruturar sua vida para dar toda segurança psicológica a essa criança, buscar todos os recursos possíveis para que ela tenha meios de lidar com estas mudanças, e especialmente, não reagir à ex-esposa da mesma maneira com que ela possa ter agido com ele. Ou seja, não privar a criança do contato e convívio com o outro genitor, nem com sua família ampliada.

Como a família materna de Sean pode ajudar nesta transição se ele for morar com o pai? E no caso da criança ficar no Brasil, como eles devem agir para aproximar pai e filho?
Não conheço os detalhes jurídicos do processo do caso Sean, apenas possuo as informações que acompanho através da mídia, especialmente pela web, já que é sabido que a família materna vem tentando impedir a divulgação do caso pela imprensa brasileira. Portanto, prefiro falar em tese, para que eu não incorra em alguma injustiça. Eticamente, não me sinto capacitado a fazer algum tipo de análise de uma família com a qual não tive contato pessoal para entender melhor as circunstâncias que cercam um caso tão complexo. Mas sinto-me à vontade para afirmar que, seja quem for o portador da guarda de Sean, é fundamental que se compreenda que “ter a guarda” da criança não é sinônimo de “ter a posse” da criança, e que da mesma maneira, aquele que não detém a guarda, não é apenas um coadjuvante, ou um personagem secundário na história. Fique no Brasil, ou volte para casa, Sean precisará muito da ajuda tanto do pai quanto da família materna, para que ele se restabeleça deste pesadelo que ele vive desde os 4 anos, quando foi abruptamente retirado do convívio com o pai. É difícil imaginar que depois de um litígio como este, que tomou proporções internacionais, as famílias envolvidas possam chegar a uma convivência pacífica, mas eis aí a grande oportunidade para que eles demonstrem ao mundo o quanto realmente amam Sean.

Será mesmo necessário ter psicólogos presentes quando o genitor visita a criança? Isto não gera um certo desconforto – ou pode ser considerado intimidação?
Sim, pode ser um meio de manter controle sobre a visita, mas em alguns casos pode ser uma medida para salvaguardar a criança. Entretanto, não tenho certeza se no caso em questão a presença do psicólogo é uma decisão do juiz, baseada em algum risco concreto, ou apenas uma jogada de marketing da família materna.
Title: Re: Artigos do Blog Brazil com Z - Eduardo de Oliveira
Post by: Grace on May 01, 2009, 04:30:19 PM
Vocês tem que entender que os avós e o padrasto não contavam com esta reação do mundo. Eles ficaram com o menino na surdina por um bom tempo, e agora estão chocados com a indignação que provocou nas pessoas, inclusive muitos brasileiros. Realmente devem estar surpresos, pois as pessoas do meio deles os encorajavam, ainda mais com as mentiras espalhadas sobre o David. O rei não estava nu, mas agora o rei está nu, e é dificil para eles aceitarem como são detestados por tanta gente.